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Como é bom viver em família!

 

            Sábado, 23 de setembro de 2017, foi dia de ir a São Pedro da Aldeia, Rj. Foi um fim de semana bem diferente. Fui no meu carrinho, junto com meu irmão mais novo, minha cunhada e meus dois sobrinhos. Mas ainda tinha mais gente. Em um táxi, foram meu pai, minha mãe, minha avó e uma de minhas tias.

            Sinceramente, fico meio desanimado quando penso no tempo que terei que passar na estrada, mas depois de chegar lá, esqueço-me desse detalhe.

            Bem, quatro horas na estrada e enfim, Arraial do Cabo. Que beleza! Fomos avisados de que deveríamos ir a Arraial do Cabo primeiro. Por mim, tudo bem, já que é tudo pertinho mesmo.

            O fim de semana seria especial: casamento de um primo. Sabendo que o casamento seria no domingo, ao chegar a casa da prima, queria mesmo era encher minha barriga. O rango foi apetitoso e restaurou nossa energia. Além disso, estar com os parentes é muito bom. Sempre é uma festa quando a galera se junta, mas nem todos tinham chegado ainda.

            Depois de estar com a barriga cheia, pude receber meu irmão mais velho, meu sobrinho mais velho e minha outra cunhada, todos do Rio de Janeiro. Mais pessoas, mais conversa, mais risada e... algumas coisas para fazer. No meu caso, já estava pensando nas músicas que tocaríamos no casamento. Cada instrumentista era de um lugar e agora, todos estariam juntos para um ensaio, é mole?

            O dia foi passando e cada um ajudava no que podia ou quando era solicitado a fazer algo. Correria de casamento. Nossa família sempre se encontra “na correria”, mas quando junta toda a galera é uma “farra” só! Vale a pena cada minuto!

            A noite foi bem cansativa. Era o dia do único ensaio. Para melhorar a situação, ensaiamos com o baterista que não tocaria no casamento e eu usei um teclado que não era o que eu havia ensaiado em casa e nem seria o usado no casório também. O noivo, meu primo, faz essas coisas acontecerem - rs. Ainda me esqueci de dizer que erramos o caminho da Igreja na qual seria o ensaio, mas prefiro não comentar – rs.

            Voltamos ao “quartel general”, casa dos meus tios, em São Pedro. Hora de tentar descansar para o casório no dia seguinte, às onze da manhã. Fui me deitar por volta de uma hora da madrugada e acordei às seis, mas fiquei quietinho, não falei nada. Quer dizer, pedi para que fizessem silêncio para eu tentar dormir mais, mas não adiantou e para melhorar, não demorou para que chegasse a tropa que faltava. Mais parentes, diretamente do Rio. Uma “maluca” já chegou querendo saber quem estava escondido debaixo do lençol, na sala. Perguntou: “É Wanderson que está aqui?”.  Ao ser informada que sim, puxou lençol, travesseiro, tudo que tinha direito. Só não me puxou pelos cabelos por me faltarem alguns fios em locais estratégicos – rs.

            Levantei-me com um ânimo daqueles, olhos sujos, alguns fios de cabelo em pé e fazer o quê? Tive que entrar na “farra”! Amo essa família de gente bagunceira!

            Os preparativos continuavam, os cabelos eram espichados – rs -, e cada um procurava se arrumar, tomar banho... O tempo estava passando. Casa cheia, muitos risos, mas ninguém queria perder o horário, afinal de contas, o casamento desse primo seria um fato histórico. Querem saber por quê? Não vou dizer, é melhor não - rs.

            Meu carro começou a vazar água. Cada coisa! Não dava para me preocupar muito com isso e foi o que tentei fazer. Enchi o reservatório até a boca e fomos à “missão casamento”.

            Hora do casamento. Tudo lindo! Conheci o teclado que eu tocaria, mas nem me apresentei. Acho que ele nem se importou - rs. Começou a cerimônia. Foi uma celebração bem objetiva. Por incrível que pareça, as músicas ficaram boas.

            A cerimônia também foi muito bonita. Apesar da objetividade, não faltou emoção. Cada primo que casa faz os outros chorarem, é incrível! Yes, mais um primo casado!

            Partimos para o local da festa, da recepção. Ambiente mais descontraído. Cada minuto muito bem aproveitado com os parentes. Muita brincadeira, muita bobeira, muitas fotos – até tirei uma foto com três primas que eu não conhecia muito bem e uma selfie com os noivos, claro -, muitos risos, muitas histórias e na hora da despedida, muita saudade.

            Hora de pegar o caminho de volta para a casa. O fim de semana foi rápido, cansativo, mas foi muito bom estar com essa família linda de novo. Quero mais um fim de semana como esse! Deus criou essa instituição e não foi à toa. Como é bom viver em família!

 

Wanderson Miranda de Almeida, 30 de setembro de 2017.