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Preparado para responder

 

Estava eu sentado na minha cadeira, na minha sala de aula, quando um aluno veio falar comigo:

- Posso te fazer uma pergunta? – disse o aluno observador.

- Pode! – respondi.

- Por que só as meninas te beijam?

É, eu tinha pouco tempo para bolar uma resposta.

É bom que eu esclareça algumas coisas:

  • Primeiro: é minha turma do quarto ano, com alunos de nove anos de idade;

  • Segundo: nunca falei que as meninas deveriam me beijar e os meninos, não. Isso é algo natural deles.

A vida de professores de crianças é assim: somos bombardeados com perguntas e, na maioria das vezes, precisamos responder com rapidez e sabedoria. As crianças são observadoras, têm muita curiosidade e, às vezes, nos colocam em situações complicadas.

Mas não é só na sala de aula que ocorrem perguntas e não são só os professores que devem respondê-las. Pessoas analfabetas e doutores vão passar por isso.  E quando as perguntas vierem, o que vamos fazer? Vamos responder. E se não tivermos uma resposta? Ficaremos mudos? Pediremos a Deus para resolver a questão? Sairemos correndo? Rs. Creio que não será preciso tanto drama assim! Existe uma chave para ajudar a quem precisa dar uma resposta e essa chave se chama preparo.

Em quaisquer assuntos, o preparo é fundamental. A Bíblia diz que devemos estar preparados para responder sobre nossa fé. Bem, não devemos estar preparados para responder apenas sobre nossa fé. Há muitas perguntas que precisam ser respondidas e, se quisermos respondê-las, precisamos estar preparados. Quando estamos preparados, ficamos mais tranquilos, seguros e o desespero estará longe. Preparo exige estudo e dedicação. Talvez você prefira continuar não tendo respostas ou buscando respostas com outras pessoas, afinal, estudo e dedicação são palavras que não agradam a muitos mas, especialmente em assuntos relacionados à fé, siga o que a Bíblia diz: esteja preparado.

Bem, meu aluno não ficou sem resposta. Minha mente agiu rápido e tive uma resposta satisfatória. Expliquei-o que todos podem me beijar e me abraçar, que eu nunca inventei regras sobre isso e cada aluno podia ficar à vontade na hora de se despedir do “tio”. Ele ficou feliz e eu também: pergunta respondida com sucesso! Rs.

 

Wanderson Miranda de Almeida, membro da Igreja Batista Betel de Italva – RJ.