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“Não perdoo!”

Eu fico espantado quando ouço isso: “Não perdoo!”. Mas meu espanto ainda é maior quando “cristãos” dizem isso. Será que um cristão pode dizer isso de coração? Talvez não seja um cristão. Pode ser um frequentador de Igreja, o que não vale nada, ainda que muitos tentem se esconder dessa forma. Esse comportamento é típico de quem não é, mas pensa que é.

Pense bem: Deus perdoa a todos que se arrependem, Jesus também perdoa a todos que se arrependem. Sendo assim, quem é o homem para não perdoar alguém? Pior: se sou cristão, Cristo dirige minha vida; se Ele dirige minha vida, Ele está dizendo para eu não perdoar? Não, não mesmo. 

Você sabe quantas vezes devemos perdoar? Pedro perguntou isso a Jesus e Jesus deu uma resposta que talvez você não goste: “Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete” (Mateus 18:21,22). Pedro achava que fora complacente falando em perdoar sete vezes, já que o normal era perdoar três vezes. Fico pensando na cara que ele fez quando Jesus disse: “Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete”. Com essa resposta, Jesus estava dizendo que devemos perdoar sempre, toda vez que errarem conosco, entendeu? Mas Jesus não parou por aí. Leia o que Jesus falou:

"Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos.

Quando começou o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia uma enorme quantidade de prata.

Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida.

"O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’.

O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir.

"Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos,  que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Pague-me o que me deve! ’

"Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: ‘Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei’.

"Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.

Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido.

"Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou.

Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você? ’

Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia.

"Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão" (Mateus 18:23-35).

Essa parábola contada por Jesus é fácil de entender. Ele está falando do dever que nós temos de perdoar aos outros porque Deus nos perdoou. Aliás, isso nos leva a outro versículo da Bíblia que fala sobre o perdão: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6:12). Quanta gente mentindo por aí, dizendo esse versículo que faz parte da oração do Pai Nosso, mas com o coração repleto de mágoa e sem perdoar ao próximo. Isso é brincar com Deus. Cuidado: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14,15).

O fato de não perdoar pode trazer o castigo divino sobre a vida do homem. Ele pode ser entregue “aos torturadores”. Deus está vendo e deixou bem claro que nosso dever é perdoar sempre, afinal, ele sempre nos perdoa e nós devemos seguir o exemplo dEle, se realmente somos Seus filhos. Que esse coração perdoador faça parte da nossa vida sempre.

Wanderson Miranda de Almeida, 06 de fevereiro de 2017.